2 de mar. de 2010

De soslaio...


Vitor chegara cedo ao bar. De todos os convidados só Lucia havia chegado...

Ficaram ali à mesa jogando conversa fora, falando da vida, dos ex-amores, dos novos amores... Falam um pouco de profssão enquanto aguardavam a chegada dos outros. Vítor é um cara eloquente, de fala mansa e envolvente!

 Lucas chegara e o assunto continuara, ficara um pouco mais animado, as risadas saíram fáceis. Já adiantado da hora, com uma hora de atraso, Eduardo chegara acompanhado de Renata...

Ambos chegaram pelas costas de Vítor que aguardara seu momento de levantar e os cumprimentar. No momento em que olhara Renata seu olhar se perdera... A imagem de Renata o marcara, não lembrara-se de ela ser tão bonita!

Durante toda a noite ele a observara, mas não falara nada. Trocara poucas palavras, quase as básicas. Fora gentil basicamente, entretanto seus olhos não esconderam a admiração...

No fim da noite todos foram embora, Eduardo e Lúcia a frente... o silênci reinou entre ele e Renata... as palavras lhe fugiram...

quando todos se despediram, pensara: Maldita timidez! Ainda me livro de ti!

O cachorro e o coelho


Eram dois vizinhos.
O primeiro vizinho comprou um coelho para os filhos.
Os filhos do outro vizinho, pediram um bichinho de estimação para o pai.
O homem comprou um filhote de pastor alemão.
Conversa entre os dois vizinhos:
- Mas ele vai comer o meu coelho!
- De jeito nenhum. Imagina. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos, pegar amizade. Entendo de bicho. Não vai haver problemas.
E, parece que o dono do cachorro tinha razão. Juntos cresceram e amigos se tornaram. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa.
As crianças, felizes com a harmonia entre os dois animais.
Eis que o dono do coelho foi passar um final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. Isso numa Sexta-feira.
No Domingo, de tardinha, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche, quando entra o pastor alemão na cozinha. Trazia o coelho entre os dentes, todo imundo, arrebentado, sujo de sangue e terra, morto. Quase mataram o cachorro de tanto agredi-lo. Dizia o homem:
- O vizinho estava certo, e agora?
A primeira reação foi agredir o cachorro, escorraçar o animal, para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade.
- Só podia dar nisso!
Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar.
- E agora? Todos se olhavam.
O cachorro, coitado, chorando lá fora, lambendo os seus ferimentos.
Já pensaram como vão ficar as crianças?
Não se sabe exatamente de quem foi a idéia, mas parecia infalível!
- Vamos dar um banho no coelho, deixar ele bem limpinho, depois a gente seca com o secador e o colocamos na casinha no seu quintal.
Como o coelho não estava muito estraçalhado, assim o fizeram.
Até perfume colocaram no animalzinho. Ficou lindo,parecia vivo, diziam as crianças. E lá foi colocado, com as perninhas cruzadas, como convém a um coelho dormindo. Logo depois ouvem a os vizinhos chegarem. Notam os gritos das crianças. Descobriram! Não passaram-se cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. Branco, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.
- O que foi? Que cara é essa?
- O coelho... o coelho...
- O coelho o que?
- O que tem o coelho?
- Morreu!
- Morreu?
- Ainda hoje à tarde parecia tão bem.
- Morreu na Sexta-feira!
- Na Sexta?
- Foi. Antes de a gente viajar, as crianças o enterraram no fundo do quintal!

A história termina aqui.
O que aconteceu depois não importa. Nem ninguém sabe.
Mas o grande personagem desta estória é o cachorro.
Imagine o pobrezinho, desde Sexta-feira, procurando em vão pelo seu amigo de infância. Depois de muito farejar, descobre o corpo morto e enterrado. O que faz ele?
Provavelmente com o coração partido, desenterra o amigo e vai mostrar para os seus donos, imaginando poder ressuscitá-lo.
O ser humano continua julgando os outros pela aparência, mesmo que tenha que deixar esta aparência como melhor lhe convier. Outra lição que podemos tirar dessa estória, é que o ser humano tem a tendência de julgar antecipadamente os acontecimentos sem antes verificar o que ocorreu realmente.
Quantas vezes tiramos conclusões erradas das situações e nos achamos donos da verdade?
Essa foi pra pensar bem nas atitudes que tomamos...

1 de mar. de 2010

O tijolo


Um jovem e bem sucedido executivo dirigia, em alta velocidade sua nova Ferrari. De repente um tijolo espatifou-se na porta lateral da Ferrari! Freou bruscamente e deu ré até o lugar de onde teria vindo o tijolo.

Saltou do carro e pegou bruscamente uma criança, empurrando-a contra um veículo estacionado e gritou:
- "Por que isso? Quem é você? Que besteira você pensa que está fazendo? Este é um carro novo e caro. Aquele tijolo que você jogou vai me custar muito dinheiro. Por que você fez isto?"

- "Por favor senhor me desculpe!" -implorou o pequeno menino. "- Eu não sabia mais o que fazer! Ninguém estava disposto a parar e me atender neste local."
Lágrimas corriam do rosto do garoto, enquanto apontava na direção dos carros estacionados.
- "É meu irmão. Ele desceu sem freio e caiu de sua cadeira de rodas e não consigo levantá-lo."

Soluçando, o menino perguntou ao executivo:
- "O senhor poderia me ajudar a recolocá-lo em sua cadeira de rodas? Ele está machucado e é muito pesado para mim."

Movido internamente muito além das palavras, o jovem motorista engolindo "um imenso nó" dirigiu-se ao jovenzinho, colocando-o em sua cadeira de rodas. Tirou seu lenço, limpou as feridas e arranhões, verificando se tudo estava bem.
- "Obrigado e que Deus possa abençoá-lo!" -agradeceu a criança.

O homem viu então o menino se distanciar, empurrando o irmão em direção à casa.

Foi um longo caminho até a Ferrari.... um longo e lento caminho de volta. Ele nunca consertou a porta amassada. Deixou assim para lembrá-lo de não ir tão rápido pela vida, sem que alguém precisasse atirar um tijolo para obter a sua atenção.}

"Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se"
Anônimo